Como controlar a hipertensão?
A hipertensão arterial (pressão alta) é um problema que acomete quase um quarto dos brasileiros, sendo que 50% dos atingidos são pessoas idosas. Embora tenha uma relação com fatores hereditários, sendo mais comum na mesma família, na realidade, o grande vilão é o estilo de vida.
Sedentários, com sobrepeso, que ingerem regularmente alimentos ricos em gorduras, diabéticos e aqueles que consomem alimentos com muito sal são os candidatos potenciais a desenvolver a pressão alta.
O excesso de sal na alimentação é o principal fator de risco para o aumento da pressão arterial. Em suma, o sal faz com que o corpo retenha mais água, causando o aumento na quantidade de sangue em circulação dentro dos vasos. Como resultado, a pressão fica desregulada. Isso ocorre devido a uma característica do cloreto de sódio, que é a de atrair para si as moléculas de água.
A hipertensão está caracterizada quando ela é igual ou superior a 14 por 9. Esse índice é representado pelas duas fases do movimento de contração e expansão das veias. A pressão máxima é a sistólica, que não deve ultrapassar 130 mmHg. A mínima é a diastólica, que deve ser inferior a 9 mmHg.
Como prevenir e controlar a hipertensão?
Em primeiro lugar, pessoas que se encontram no grupo de risco devem examinar regularmente a pressão. Neste grupo, estão inclusos:
- diabéticos;
- idosos;
- obesos ou com sobrepeso;
- alcoólatras;
- sedentários;
- pessoas que com maus hábitos alimentares.
Uma vez diagnosticada a pressão alta, o médico receitará medicação para o controle do distúrbio. O paciente deve ter a consciência de que precisa mudar seu estilo de vida, inclusive no que diz respeito às situações de estresse no dia a dia.
A prática de exercícios físicos é imprescindível para quem quer controlar a pressão arterial. Além de ajudar no controle do peso e estimular melhores hábitos alimentares, a prática esportiva melhora a condição do sistema cardiovascular.
Quanto à alimentação, deve-se evitar, além dos alimentos gordurosos, aqueles com muito sal, doces e frituras. A alimentação natural e balanceada é a indicação, com ênfase em frutas, legumes, verduras, cereais e carnes não gordurosas.
O cigarro é um hábito a ser eliminado, pois também contribui para o aumento da pressão arterial.
Sempre reiterando que essas medidas não devem se restringir a uma visão de tratamento, mas, sobretudo, de prevenção de doenças cardiovasculares. A adoção de determinadas rotinas, como as acima expostas, beneficia o corpo em diversos aspectos, reduzindo o risco de se adquirir diversas outras enfermidades.
A hipertensão é um mal silencioso, que não apresenta sintomas, mas pode ser o ponto de partida para quadros dramáticos, como o infarto ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC).
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A importância do geriatra no controle da polifarmácia em idosos
O que é a polifarmácia em idosos?
A necessidade de tomar remédios vai aumentando conforme a idade, principalmente, após os 60 anos de idade. Essa utilização de vários medicamentos é chamada de polifarmácia. A avaliação clínica de um idoso difere da análise padrão de um paciente mais jovem. Os pacientes mais velhos também costumam apresentar mais problemas de saúde do que os mais novos, necessitando de cuidados mais complexos. Esses cuidados especiais são os promotores do uso de polifarmácia em idosos. Contudo, existe um grande risco para o paciente quando a utilização dos medicamentos é feita de forma individual, sem o acompanhamento de um geriatra. Por isso, a polifarmácia deve ser evitada quando possível. O número de medicamentos é o principal fator de risco para iatrogenia e as reações adversas. Porém, ao mesmo tempo, a polifarmácia em idosos se tornou significante na assistência geriátrica.Pontos de atenção na polifarmácia
A polifarmácia pode ser um risco porque, em alguns casos, o idoso precisa tomar mais de 10 medicamentos por dia, o que exige um grau elevado de atenção. Por isso, existem alguns focos de atenção nessa administração, sendo eles:- Interação indevida entre dois ou mais medicamentos, causando efeitos adversos ou diminuindo a ação de algum deles;
- Ocorrência das chamadas ações iatrogênicas, que são as consequências maléficas oriundas do tratamento terapêutico;
- Uso de medicamentos sem a prescrição ou orientação médica;
- Falta de organização de todos os fármacos;
- Dificuldade de adesão do paciente ao tratamento em função da quantidade de remédios e das diversas formas de administração, como por exemplo, gotas, cápsulas e comprimidos.
Qual a importância do geriatra nesse processo?
O geriatra é o médico especialista no cuidado com idosos. Para que a terceira idade seja, de fato, a “melhor idade”, a participação desse profissional é essencial. O geriatra utiliza uma ampla abordagem para a avaliação do idoso, além de lidar com diferentes tipos de doenças, tais como, demências, depressão, hipertensão, diabetes e osteoporose. Ele também trata de tonturas, incontinências e tendências a quedas. Apenas por essas atividades, já é possível entender o papel importante que o geriatra tem na promoção da saúde do idoso. Porém, além disso, ele também é o profissional mais indicado para evitar problemas associados à polifarmácia em idosos. Com o acompanhamento do geriatra, é possível evitar o risco do idoso ingerir diferentes tipos de medicamentos que não poderiam interagir. Em função do seu vasto conhecimento, ele sabe quais são as implicações que podem ocorrer pelo uso de determinado fármaco. Antes do geriatra iniciar uma nova medicação, ele avalia os remédios que já estão em uso para evitar possíveis interações medicamentosas. Além disso, ele também irá orientar o idoso ou o seu cuidador sobre as doses, os melhores horários para administração e a necessidade do jejum antes ou depois do consumo. Entendeu como o geriatra é um importante aliado no controle da polifarmácia em idosos? Tem mais dúvidas ou quer saber mais? Clique no banner e saiba mais sobre geriatria.7 cuidados com a alimentação do idoso
Desafios relacionados à idade
Primeiramente, saiba que os desafios relacionados à idade também tendem a dificultar uma nutrição adequada. Os mais frequentes são:- diminuição da sensibilidade;
- efeitos colaterais da medicação;
- saúde bucal ruim;
- dificuldade física;
- perda de memória;
- depressão.
Como fazer boas escolhas para a alimentação do idoso
Os alimentos saudáveis, são saudáveis em qualquer fase da vida. Por isso, é importante, antes de tudo, pensar no básico. Por isso, é preciso que cada refeição seja equilibrada, com os macronutrientes essenciais. Assim, uma refeição equilibrada, ou um programa de nutrição para idosos, deve ter:- Alimentos ricos em carboidratos, preferencialmente os complexos, como batata doce e arroz integral;
- Alimentos ricos em proteínas, como salmão e feijão;
- Frutas e legumes (cinco porções por dia);
- Oleaginosas, como castanhas e nozes.
1. Ácidos graxos – ômega-3 em abundância
Decerto, uma alimentação que contenha ácidos graxos e ômega-3 beneficia a todos. Ainda mais aos idosos, uma vez que alimentos que contenham esses nutrientes irão prevenir doenças inflamatórias, artrite e doenças cardíacas.2. Alimentação rica em cálcio
Em segundo lugar o cálcio. É sabido que o cálcio fortalece os ossos. No entanto, poucos sabem que ele também ajuda a manter os níveis de pressão arterial mais baixos. As leguminosas, como feijões, soja e grão de bico, são ótimas opções. A recomendação da OMS é que pessoas com mais de 50 anos devem consumir 1200 mg por dia.3. Alimentação rica em fibras
À medida que envelhecemos, as paredes do trato gastrointestinal engrossam e as contrações são mais lentas, o que pode levar à constipação. Sendo assim alimentos ricos em fibras, aliados à uma alta ingestão de água, promovem a digestão adequada, movendo os alimentos pelo trato digestivo.4. Alimentação rica em ferro
Inegavelmente o ferro desempenha um papel vital no corpo. Ele produz a hemoglobina que é quem transporta oxigênio no sangue dos pulmões para o resto do corpo.5. Alimentação rica em vitamina C
A vitamina C possui propriedades antioxidantes que, acredita-se, evitam o câncer e as doenças cardíacas. Também ajuda a reparar ossos e dentes e ajuda na cicatrização de feridas. Esta vitamina essencial pode ser encontrada em frutas e legumes.6. Vitamina B12
A vitamina B12 auxilia na produção de glóbulos vermelhos. Ela pode ser encontrada em produtos lácteos, como o leite, e em carnes e aves. Muitas pessoas acham que apenas os vegetarianos precisam fazer a suplementação desse nutriente. No entanto, muitos indivíduos que ingerem carne regularmente têm dificuldade na absorção da vitamina. Por isso, é sempre importante consultar um médico sobre a necessidade de suplementos.7. Alimentação rica em potássio
De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de potássio é de um mínimo de 3.510 mg. Ele é um dos responsáveis por fortalecer os ossos. Finalmente, se a dieta do seu ente querido é restrita a alimentos macios ou se os requisitos alimentares forem mais complicados nesse sentindo, pode ser uma boa ideia adicionar um cuidador profissional à sua equipe. Embora todo idoso necessite de cuidados, nem todos têm as mesmas demandas de atendimento. Quer saber mais? Clique no banner!Cuidados com o idoso: 6 modificações importantes para o banheiro da casa
Mudanças no banheiro para promover mais cuidados com os idosos
A reforma no banheiro abrange uma ampla variedade de mudanças. Elas podem ir de simples recursos como, por exemplo, novos modelos de torneiras a mudanças na estrutura do local. Com certeza, essas mudanças permitem aos idosos serem mais independentes, assim como facilitam a vida do cuidador e responsável pelo idoso no dia-a-dia. Acompanhe algumas dicas:1. Troque a torneira
Primeiramente, uma mudança relativamente simples. Torneiras com alavanca removem a necessidade do movimento de torção no abrir e fechar. Esse movimento pode se tornar muito difícil para o idoso, principalmente se ele apresenta doenças reumáticas, como artrose, por exemplo. Além desse tipo, existem centenas de estilos diferentes para escolher, incluindo torneiras com pedal. Logo, instalar uma torneira nova não é tão difícil como era antes. No entanto, sempre que você lida com encanamentos, é bom pelo menos, conversar com um profissional antes de fazer a alteração sozinho.2. Opte por duchas interligadas ao chuveiro
Instalar uma ducha que você possa destacar e segurar na mão facilita bastante. Além disso, elimina a necessidade de permanecer em pé durante o banho, certamente um bônus para aqueles que têm problemas em permanecer em pé por longos períodos. Assim sendo, ser capaz de sentar e tomar banho sozinho também significa mais independência para os idosos.3. Coloque barras de apoio nas paredes
Essa é uma das maneiras mais fáceis e econômicas de tornar seu banheiro mais seguro ao passo que, ajuda no cuidado com o idoso. A instalação de barras de apoio no chuveiro, e perto da pia e do vaso sanitário facilita o uso do cômodo, não apenas para os idosos, mas também para o cuidador.4. Eleve a altura do sanitário
Simplesmente elevar a altura do vaso sanitário pode fazer toda a diferença para os idosos. Abaixar para se sentar pode se tornar uma tarefa muito difícil quando a idade já é bem avançada. Existem muitas opções para aumentar a altura do vaso sanitário. Você pode simplesmente aumentar a altura com um assento grosso ou substituir o antigo por um vaso especial alongado.5. Cuidado com a escolha dos tapetes
Em uma casa adaptada para idosos, o ideal é que tapetes sejam eliminados. No entanto, sabemos que nos banheiros pode ser um pouco mais difícil. Por isso, prefira os modelos emborrachados ou com ventosas, garantindo que a peça fique fixa ao chão.6. Garanta espaço
É muito importante que haja espaço suficiente para a locomoção. Com a diminuição da mobilidade do idoso, pode ser necessário que o idoso necessite de apoio para chegar ao banheiro. Seja apoiado em alguém, seja com o uso de uma cadeira de rodas para banho, por exemplo, a necessidade por espaço irá existir. Caso você possa fazer uma reforma maior, este é um grande ponto a ser levado em consideração. Em suma, com relação às reformas maiores, existem dois objetivos para refazer o banheiro: o primeiro é aumentar a independência da pessoa que a gente ama, em segundo lugar é facilitar a vida de quem presta cuidados com o idoso. Quer saber mais? Clique no banner.Vacina da gripe: quem pode tomar?
Sempre que o Ministério da Saúde anuncia uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, surge uma questão que confunde muita gente. Quem, afinal, pode tomar a vacina? Esclarecer essa dúvida.
De modo geral, todas as pessoas que não desenvolveram alergia a uma dose anterior da vacina devem e podem tomar o imunizante. Não há contraindicações para aqueles que passaram por cirurgia recente ou tomaram uma outra vacina.
Grávidas, crianças e idosos
As crianças com idade a partir de seis meses não escapam das recomendações de prevenção à gripe. Eles fazem parte, inclusive, do público-alvo definido pela pasta, por isso, recebem as doses gratuitamente na rede pública de saúde. O mesmo ocorre com as grávidas e as puérpera – mulheres que deram à luz há menos de 45 dias – e com os idosos.
Renovação de dose da vacina da gripe
Devido às mutações do vírus da Influenza, é preciso renovar a dose anualmente. À medida que as mudanças ocorrem e elas são atestadas pela comunidade científica, pesquisadores/laboratórios atualizam a composição da vacina oferecida para população.
O vírus
O vírus Influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Juntos, esses aspectos formam o material genético do agente infeccioso.
Quanto ao tipo, são A e B, que infectam seres humanos. O tipo C, até então, não é incluído em vacina, uma vez que é detectado com muito menos frequência e causa infecções leves, com implicações menos significativas de saúde pública.
As siglas como H3N2 e H1N1 referem-se aos subtipos do Influenza A: H significa hemaglutinina e N, neuraminidase, ambas proteínas encontradas na superfície do vírus.
Os números dizem respeito à apresentação dessa proteína, com uma haste mais longa ou mais curta, por exemplo. Essas características só podem ser vistas no microscópio, numa imagem demasiadamente ampliada.
O vírus tipo B é dividido em duas linhagens (grupos principais) que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.
A vacina faz mal?
Essa informação não procede e, por amor à sua saúde, não deixe de se vacinar e de levar seus filhos para também receberem a imunização. Gripe mata. Em idosos, por exemplo, a doença pode levar à insuficiência respiratória. De igual modo, complicações podem acontecer com gestantes.
Em 2018, muitas notícias falsas afirmando que a vacina causaria a gripe em si foram amplamente espalhadas. Elas não procedem. Reações pequenas são esperadas, mas são deflagradas pelo próprio sistema imunológico e não causam problemas.
Como cuidados complementares à vacina da gripe, recomenda-se lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar locais com aglomeração de pessoas.
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Depressão na terceira idade: o que fazer?
O que é depressão?
A depressão é um transtorno afetivo de origem psíquica ou orgânica que pode causar uma profunda e duradoura tristeza no indivíduo. Se sentir triste é algo comum a todos nós, pois todos enfrentamos adversidades e o desânimo, mas, com o passar dos dias, o normal é que esse sentimento mude. Com o paciente depressivo não há essa mudança. O normal é que ele permaneça triste e desenvolva um comportamento destrutivo. Com o agravamento e a falta de tratamento da doença, o indivíduo compromete as suas relações afetivas, sociais e profissionais.Como é a depressão na terceira idade?
É muito comum que idosos apresentem algum tipo de problema psiquiátrico ou neurológico. Isso porque, na maioria dos casos, o envelhecimento significa uma completa transformação não apenas física, mas também emocional e psicológica. O número de casos de depressão no Brasil tem aumentado consideravelmente, principalmente, na população acima dos 60 anos de idade. Com o avanço tecnológico pelo qual o mundo passou, houve uma completa transformação na forma de interação social. Em grande parte, os idoso andaram à margem da tecnologia e não estavam preparados para isso. Além disso, a terceira idade também significa para muitos o fim da vida profissional. Em consequência disso, o idoso pode desenvolver a sensação de improdutividade, afetando sua alegria de viver e fazendo com que se isole. Contudo, além das alterações sociais, o organismo passa por mudanças bruscas durante o envelhecimento, o que também influencia a depressão na terceira idade.O que causa a depressão nos idosos?
A depressão pode ser desencadeada por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Entre eles estão:- Doenças neurológicas e cardíacas, tais como, mal de Parkinson, Alzheimer, demência ou infarto;
- Alteração nos papéis sociais em razão do fim da carreira profissional;
- Perda do companheiro, de familiares próximos e amigos;
- Uso de medicamentos para tratar a hipertensão;
- Sedentarismo provocado por uma incapacidade física;
- Diagnósticos de doenças graves;
- Ausência de atividade sexual.
Como identificar?
Na terceira idade, a depressão se manifesta de forma diferente do que em jovens. Os idosos não costumam reclamar de de tristeza, mas de dores físicas, problemas de memória, dificuldades em se alimentar e em dormir. Às vezes, o que pode ser visto como um quadro de demência é, na verdade, a depressão, fazendo com que fique desatento e desinteressado.O que fazer?
O tratamento da depressão na terceira idade é bem diferente do padrão, pois exige mais cuidados. Primeiro, é preciso conhecer o estado de saúde do fígado e dos rins. Esses órgão são afetados pelo uso de antidepressivos. A quantidade da medicação também deve ser feita com cuidado porque o metabolismo do idoso é diferente. Os neurônios também diminuem com o passar dos anos, o que pode provocar uma dependência ao medicamento. A depressão na terceira idade deve receber atenção especial e o idoso precisa de cuidados especiais, além do envolvimento dos familiares. Quer saber mais? Clique no banner e saiba mais.Como preservar a autonomia e independência do idoso?
Existe diferença entre autonomia e independência?
Apesar de muitas pessoas pensarem que não, existem diferenças. Especialmente quando se trata da manutenção da qualidade de vida dos idosos. O termo autonomia refere-se à capacidade de gerenciar a si mesmo, está relacionado à aptidão mental. Já a independência é a capacidade de realizar suas tarefas diárias sem a ajuda de terceiros. Está relacionada à habilidade física. O ideal é que o idoso consiga ser autônomo e independente, mas nem sempre isso é possível. Na maioria dos casos, ele não consegue ser independente. Entretanto, mesmo precisando da ajuda de terceiros, o idoso deve ser respeitado como indivíduo e ter sua autonomia preservada.Como preservar a autonomia e a independência do idoso?
A preservação da autonomia e da independência do idoso irá promover uma melhora na sua qualidade de vida. Para isso, algumas medidas podem ser tomadas. Conheça mais sobre elas nas próximas linhas.Incentive a prática de atividades físicas
A prática de exercícios é uma excelente forma de fazer com o que o idoso se sinta independente e autônomo. Além disso, promove uma série de benefícios para a saúde física e mental dele. As atividades físicas evitam os quadros de depressão, perda da capacidade cognitiva, melhoram o metabolismo e aliviam alguns sintomas de possíveis doenças. Porém, toda prática precisa ser acompanhada por um médico.Dê liberdade para o idoso fazer suas atividades
O idoso não é um incapaz, mesmo se sofre com algum tipo de demência, ele ainda pode ter desejos e interesses. Então, quando for possível, permita que ele tome banho sozinho ou se alimente sem a ajuda de terceiros, entre outras coisas.Forneça uma alimentação saudável
Para que ele consiga manter uma rotina de atividades, é imprescindível que se alimente corretamente. Os nutrientes de uma dieta balanceada são fundamentais para afastar e controlar doenças, além de garantir a energia diária. Os idosos que não têm uma boa alimentação estão mais suscetíveis ao risco de uma morte prematura ou à uma perda súbita de peso.Promova a socialização
Uma das principais causas de depressão na terceira idade é a solidão. Por isso, é necessário que os idosos continuem a interagir com a família, com os amigos ou com os vizinhos. Você também pode promover essa socialização. Com a devida orientação médica, inscreva o idoso em turmas de hidroginástica e clubes, leve ele para passear, indo ao cinema ou ao museu.Dê voz ao idoso
O respeito à autonomia do idoso é sentido quando ele percebe que suas opiniões e vontades são respeitadas. Ser autônomo está relacionado ao poder de tomada de decisões. Por isso, ouça com atenção e, se for uma condição possível, faça a vontade dele. Seguindo essas orientações é bem provável que o idoso se sinta respeitado e perceba que sua autonomia e independência estão sendo preservadas. Quer saber mais? Clique no bannerHipertensão arterial: entenda o problema
O que é a hipertensão arterial?
É uma doença crônica que se caracteriza pela elevação da pressão sanguínea nas artérias. Assim, ela ocorre quando os valores de pressão máxima e mínima são maiores ou iguais a 140/90 mmHg. Em suma, quando há um nível elevado dessa pressão, o coração precisa se esforçar mais do que o normal para manter o bom funcionamento da distribuição do sangue pelo corpo. O não tratamento dessa condição pode acarretar um acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, insuficiência renal ou cardíaca.Quais são os sintomas?
A hipertensão arterial é uma doença perigosa e fatal justamente por ser assintomática. No entanto, quando os sintomas surgem são dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza e visão turva. Por isso, a necessidade da medição periódica da pressão.Qual a causa?
A pressão alta, como é conhecida, é causada pela resistência e enrijecimento dos vasos sanguíneos para a passagem do sangue. Essa condição pode ocorrer de forma natural, mas que pode se acelerada pela presença de alguns fatores de risco. Esses fatores são:- Herança genética, respondendo por 90% dos casos;
- Distúrbios da glândula tireóide ou endocrinológicas;
- Consumo abusivo de álcool;
- Obesidade e Sedentarismo;
- Idade avançada;
- Uso excessivo de sal;
- Gênero e etnia, sendo mais frequente em homens de cor não branca;
- Tabagismo;
- Alterações nas taxas de colesterol total e triglicérides;
- Excesso de estresse;
- Portadores de diabetes melitus.
Como é o tratamento?
O diagnóstico da doença é confirmado através da medição regular da pressão. Para as pessoas acima dos 20 anos de idade, ela deve ser medida ao menos uma vez por ano. Se estiver enquadrado em algum fator de risco, a indicação é de duas vezes por ano. O tratamento da hipertensão arterial é efetivo e passa pela mudança de hábitos acompanhada do uso de medicamentos. O objetivo é manter a pressão do paciente abaixo de 130 x 80 mmHg. Para isso, podem ser prescritos os diurético tiazídicos, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e os bloqueadores de canal de cálcio. O primeiro do passo do tratamento é controlar o peso corporal do paciente, pois o sobrepeso provoca grande impacto na pressão arterial. Para que você tenha uma ideia, a redução de 5% do peso corresponde a uma diminuição de 20 a 30% da pressão sanguínea. Manter uma boa alimentação também é um fator imprescindível no tratamento. O paciente deve moderar o uso de sal e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. A prática de atividades físicas é importante para reduzir a mortalidade cardiovascular geral. Apesar de não ter cura, a hipertensão arterial pode ser controlada e o paciente levar uma vida tranquila, sem a presença de sintomas. Entendeu como é importante adotar um estilo de vida saudável? Quer saber mais? Clique no banner!Envelhecimento saudável: como o geriatra pode ajudar?
O que faz um médico especialista em geriatria?
Primeiramente, comecemos com as atribuições deste profissional. Sendo assim, os geriatras diagnosticam e tratam uma ampla gama de condições e doenças que afetam as pessoas à medida que envelhecem. Ou seja, condições como:- demência
- osteoporose
- incontinência
- câncer
- perda de audição e visão
- osteoartrite
- insônia
- diabetes
- depressão
- insuficiência cardíaca
- fragilidade
- questões de equilíbrio
