Hipertensão arterial: entenda o problema

hipertensão arterial

A hipertensão arterial é uma condição que pode aparecer em qualquer fase da vida, sendo mais recorrente em pessoas adultas ou idosas. Como resultado de uma vida cada vez mais acelerada e estressante, o número de hipertensos têm crescido progressivamente.

Você sabe quais são as causas desse problema? Sabe como é o tratamento? Então, leia o texto até o final para aprender tudo sobre o assunto.

O que é a hipertensão arterial?

É uma doença crônica que se caracteriza pela elevação da pressão sanguínea nas artérias. Assim, ela ocorre quando os valores de pressão máxima e mínima são maiores ou iguais a 140/90 mmHg.

Em suma, quando há um nível elevado dessa pressão, o coração precisa se esforçar mais do que o normal para manter o bom funcionamento da distribuição do sangue pelo corpo. 

O não tratamento dessa condição pode acarretar um acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, insuficiência renal ou cardíaca.

Quais são os sintomas?

A hipertensão arterial é uma doença perigosa e fatal justamente por ser assintomática. No entanto, quando os sintomas surgem são dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza e visão turva. Por isso, a necessidade da medição periódica da pressão.

Qual a causa?

A pressão alta, como é conhecida, é causada pela resistência e enrijecimento dos vasos sanguíneos para a passagem do sangue. Essa condição pode ocorrer de forma natural, mas que pode se acelerada pela presença de alguns fatores de risco. Esses fatores são:

  • Herança genética, respondendo por 90% dos casos;
  • Distúrbios da glândula tireóide ou endocrinológicas;
  • Consumo abusivo de álcool;
  • Obesidade e Sedentarismo;
  • Idade avançada;
  • Uso excessivo de sal;
  • Gênero e etnia, sendo mais frequente em homens de cor não branca;
  • Tabagismo;
  • Alterações nas taxas de colesterol total e triglicérides;
  • Excesso de estresse;
  • Portadores de diabetes melitus.

Como é o tratamento?

O diagnóstico da doença é confirmado através da medição regular da pressão. Para as pessoas acima dos 20 anos de idade, ela deve ser medida ao menos uma vez por ano. Se estiver enquadrado em algum fator de risco, a indicação é de duas vezes por ano.

O tratamento da hipertensão arterial é efetivo e passa pela mudança de hábitos acompanhada do uso de medicamentos. O objetivo é manter a pressão do paciente abaixo de 130 x 80 mmHg.

Para isso, podem ser prescritos os diurético tiazídicos, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores dos receptores de angiotensina (BRA) e os bloqueadores de canal de cálcio.

O primeiro do passo do tratamento é controlar o peso corporal do paciente, pois o sobrepeso provoca grande impacto na pressão arterial. Para que você tenha uma ideia, a redução de 5% do peso corresponde a uma diminuição de 20 a 30% da pressão sanguínea.

Manter uma boa alimentação também é um fator imprescindível no tratamento. O paciente deve moderar o uso de sal e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas. A prática de atividades físicas é importante para reduzir a mortalidade cardiovascular geral.

Apesar de não ter cura, a hipertensão arterial pode ser controlada e o paciente levar uma vida tranquila, sem a presença de sintomas. Entendeu como é importante adotar um estilo de vida saudável? Quer saber mais? Clique no banner!

Avaliação pré-operatória: a importância risco cirúrgico

avaliação pré-operatória
A realização de uma intervenção cirúrgica traz aflição e ansiedade a quem será submetido a ela. Isso porque, por menores que sejam, existem riscos à vida do paciente. O sucesso da cirurgia depende da competência médica e de uma eficiente avaliação pré-operatória. Você já precisou fazer essa avaliação? Caso não, saiba que essa é uma etapa tão importante quanto a própria cirurgia. Nesse post, você vai entender mais sobre a importância do risco cirúrgico.

O que é a avaliação pré-operatória?

É um procedimento de rotina realizado antes de qualquer intervenção cirúrgica. Essa avaliação é feita para que a equipe médica conheça o estado clínico do paciente. A partir do resultado desse exame, os médicos tem ciência da aptidão ou inaptidão do indivíduo. A avaliação pré-operatória é composta por anamnese (entrevista), exames físicos, de diagnóstico e laboratoriais. Esses exames variam de acordo com o tipo de procedimento ao qual o paciente será submetido. A partir da anamnese, o médico irá conhecer o histórico do paciente. Assim, podem ser solicitados exames adicionais e o monitoramento das condições clínicas que possam interferir durante a cirurgia. De modo geral, essa avaliação permite estimar o risco cardíaco, as complicações pulmonares, neurológicas e infecciosas, além de orientar a equipe médica na escolha da melhor técnica e circunstância para a realização do procedimento. Os pacientes também são beneficiados pela avaliação do risco cirúrgico, pois, a partir dos resultados, é possível reduzir o período de internação e de permanência hospitalar. Contudo, quando há um procedimento de emergência, pode não haver tempo para que a avaliação seja realizada de forma completa. Nessas situações, a realização da anamnese é imprescindível para que o histórico do paciente seja conhecido.

Etapas da avaliação pré-operatória

1. Anamnese

A anamnese nada mais é do que uma entrevista com o candidato à cirurgia. Nessa entrevista, a equipe médica procura obter as seguintes informações:
  • Se existem sintomas que indicam um doença ou infecção pulmonar;
  • Se o paciente possui algum dos fatores de risco para sangramento excessivo, trombose, infecções e doenças cardíacas;
  • Se é portador de diabetes, alergias, hipertensão arterial, doenças do coração e hepáticas, asma e DPOC;
  • Se já sofreu alguma complicação cirúrgica;
  • Se é fumante ativo, consome bebidas alcoólicas ou utiliza drogas ilícitas;
  • Se faz uso contínuo de medicamentos;
  • Se possui histórico de apneia obstrutiva do sono ou ronca excessivamente.

2. Exame físico

O exame físico é feito na região que será operada e no sistema cardiopulmonar. Quando houver a necessidade de uma anestesia espinal, o médico irá avaliar a presença de alguma anomalia nas costas.

3. Exames laboratoriais

Geralmente, os exames laboratoriais não são realizados em pacientes saudáveis e que serão submetidos a procedimentos de baixo risco. Quando são necessários, são realizados os exames:
  • Hemograma completo e urina;
  • Eletrólitos séricos, creatinina e glicose plasmática;
  • Enzimas hepáticas;
  • Estudos de coagulação e tempo de sangramento se o paciente possuir histórico familiar de doença associada à sangramento;
  • ECG em pessoas com risco de doença coronariana;
  • Radiografia do tórax em pacientes jovens e quando aplicar anestesia geral;
  • Exames de função pulmonar;
  • Testes de esforço e angiografia coronariana se o paciente possuir doença arterial coronariana.
Realizar a avaliação pré-operatória permite calcular o risco cirúrgico e, consequentemente, reduzir as chances de morte, sequelas e complicações após a cirurgia. Quando o paciente não está apto, o médico pode cancelar ou reagendar a cirurgia. Entendeu a importância dessa avaliação pré-operatória? Caso esteja para fazer algum procedimento cirúrgico, converse com seu médico sobre o risco cirúrgico. Quer saber mais? Clique no banner!

Os riscos do sedentarismo e obesidade para a saúde do coração

Um dos principais responsáveis pelo aumento no número de casos de doenças cardiovasculares é o excesso de peso. Geralmente, essa condição surge ou se agrava em função do sedentarismo, um fator muito presente nos dias atuais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as duas primeiras entre as dez principais causas de morte no mundo são doenças cardiovasculares. Na maioria dos casos, essas patologias são desencadeadas pela obesidade e/ou pelo sedentarismo.

Você sabia disso? Entende os riscos que esse estilo de vida pode trazer? Nesse texto, irei tratar do assunto, explicando o que é, quais são, efetivamente, os riscos para a saúde do coração. Não deixe de ler até o final.

O que é obesidade e sedentarismo?

A obesidade é uma patologia crônica que tem como principal característica o acúmulo excessivo de gordura corporal. Assim, um indivíduo é considerado obeso a partir do cálculo do seu Índice de Massa Corporal (IMC).

Em resumo, o IMC é uma tabela de referência internacional criada para mensurar o grau de sobrepeso e obesidade de uma pessoa. A partir da divisão do peso pela altura elevada ao quadrado, é obtido o IMC do indivíduo. 

Esse resultado irá se enquadrar em uma das faixas de referência.

São elas:

  • Menos do que 18,5, está abaixo do peso;
  • Entre 18,5 e 24,9, o peso é normal;
  • Entre 25 e 29,9, há um sobrepeso;
  • De 30 e 34,9, está com obesidade grau 1;
  • Entre 35 e 39,9, está com obesidade grau 2;
  • Mais do que 40, está com obesidade grau 3.

Assim, quanto maior for o índice, maiores serão as possibilidades da pessoa desenvolver diabetes, doenças cardíacas e cardiovasculares, hipertensão arterial, depressão, além, é claro, da própria obesidade.

Nesse sentido, o sedentarismo é uma condição que está integralmente associada ao quadro de excesso de gordura corporal e também é um dos maiores fatores de risco para cardiopatias. É considerado sedentário quem não faz um total de 150 minutos de atividade física por semana.

Os riscos para a saúde do coração

Além do IMC, um outro aspecto a ser observado é o tipo de gordura acumulada. A obesidade centrípeta é a gordura acumulada no abdômen e ocorre quando a cintura abdominal é maior que 102 cm em homens e 88 cm nas mulheres.

Esse tipo de obesidade está mais associada aos problemas do coração. Isso porque a concentração de gordura em torno dos órgãos na região abdominal aumenta a probabilidade de entupimento das artérias, dificultando o desempenho do sistema cardiovascular.

O consumo excessivo de gordura saturada provoca o aumento da taxa de colesterol que, consequentemente, causa o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Essas placas fazem com que as artérias fiquem endurecidas, estreitando o fornecimento de sangue para o corpo.

Esse quadro é chamado de aterosclerose. Como resultado do seu agravamento, o indivíduo pode vir a sofrer um infarto do miocárdio e morrer. 

 

Além disso, a obesidade pode desencadear a hipertensão, diabetes, apneia do sono, acúmulo de gordura no fígado, acidente vascular cerebral (AVC) e até pode favorecer o surgimento de algum tipo de câncer.

Por isso, é importante evitar o sedentarismo, mantendo uma boa alimentação e a prática de atividades físicas. Se o seu IMC indica sobrepeso ou obesidade, procure um cardiologista para ser avaliado.

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7 hábitos para envelhecer com saúde e qualidade de vida

envelhecer com saúde
Com o passar dos anos, começamos a nos preocupar com o envelhecimento e os problemas decorrentes dessa fase da vida. Contudo, pela prática de alguns hábitos é possível viver sem essas preocupações e envelhecer com saúde. Quer saber que hábitos são esses? Basta continuar a leitura.

Principais hábitos pra um envelhecer saudável

1. Faça atividades físicas regularmente

Os idosos que praticam exercícios físicos regularmente aumentam sua expectativa de vida. As atividades físicas melhoram a oxigenação sanguínea e o fluxo de nutrientes pelo organismo. As práticas mais indicadas são caminhadas, natação, atividades aeróbicas e alongamento, pois promovem o fortalecimento dos músculo e dos ossos sem exigir um grande esforço físico. Além disso, a força muscular ajuda a evitar acidentes traumáticos.

2. Alimente-se de forma saudável

Uma alimentação rica em verduras, frutas, iogurtes e fibras é muito benéfica para os idosos, pois ajudam a melhorar o funcionamento do intestino. Caso haja uma dificuldade em alimentar-se corretamente, o uso de suplementos vitamínicos é imprescindível. Um cardápio balanceado ajuda no controle de peso, na redução dos níveis de colesterol e no controle do diabetes. Assim, os riscos de derrame e infarto são reduzidos e você consegue envelhecer com saúde.

3. Exercite o seu cérebro

Uma boa leitura promove o relaxamento e estimula o raciocínio, além de manter o cérebro em atividade. Jogos de videogames, xadrez e palavras cruzadas também são ótimos para prevenir a perda de memória.

4. Durma bem

O sono é o momento em que há a consolidação de memórias e a formação de novas lembranças. Por isso, dormir pouco pode envelhecer o cérebro, pois afeta a nossa capacidade cognitiva. A privação do sono também afeta a concentração durante as tarefas e atrapalha o metabolismo. A recomendação médica é de que nós devemos dormir oito horas por noite.

5. Mantenha-se hidratado

A água é o principal recurso utilizado pelo corpo e também é o mais abundante. Quando nos mantemos hidratados, favorecemos o transporte de nutrientes para as células, a regulação da temperatura corporal, a digestão, a absorção de nutrientes e a eliminação de toxinas. O consumo recomendado é de, no mínimo, dois litros de água por dia, representando um total de oito copo de água diários.

6. Encontre-se periodicamente com seu médico

A rotina de consultas com os médicos é importante durante todas as fases da nossa vida. Entretanto, essa importância é ainda maior quando envelhecemos. O geriatra irá nos manter informado sobre nossa saúde e controlar possíveis doenças. O acompanhamento médico é fundamental para envelhecer com saúde. Assim, faça visitas periódicas ao seu geriatra e evita ser pego de surpresa.

7. Evite o cigarro e o álcool?

O tabagismo e o consumo de álcool são péssimos hábitos de vida. Se você pensa em envelhecer com saúde, precisa abandonar esses hábitos. Além disso, evite o fumo passivo ao permanecer em ambientes fechados e frequentados por fumantes. Quando um indivíduo deixa de fumar, todos os efeitos nocivos da nicotina são reduzidos com o passar do tempo. O álcool contribui para as doenças hepáticas e para a morte dos neurônios. Em consequência disso, as funções cognitivas são afetadas. Com a manutenção dos hábitos citados anteriormente, você aumenta sua expectativa de vida e consegue alcançar o tão sonhado desejo de envelhecer com saúde. Quer saber mais? Clique no banner!

Como controlar a hipertensão?

A hipertensão arterial (pressão alta) é um problema que acomete quase um quarto dos brasileiros, sendo que 50% dos atingidos são pessoas idosas. Embora tenha uma relação com fatores hereditários, sendo mais comum na mesma família, na realidade, o grande vilão é o estilo de vida.

Sedentários, com sobrepeso, que ingerem regularmente alimentos ricos em gorduras, diabéticos e aqueles que consomem alimentos com muito sal são os candidatos potenciais a desenvolver a pressão alta.

O excesso de sal na alimentação é o principal fator de risco para o aumento da pressão arterial. Em suma, o sal faz com que o corpo retenha mais água, causando o aumento na quantidade de sangue em circulação dentro dos vasos. Como resultado, a pressão fica desregulada. Isso ocorre devido a uma característica do cloreto de sódio, que é a de atrair para si as moléculas de água.

A hipertensão está caracterizada quando ela é igual ou superior a 14 por 9. Esse índice é representado pelas duas fases do movimento de contração e expansão das veias. A pressão máxima é a sistólica, que não deve ultrapassar 130 mmHg. A mínima é a diastólica, que deve ser inferior a 9 mmHg.

Como prevenir e controlar a hipertensão?

Em primeiro lugar, pessoas que se encontram no grupo de risco devem examinar regularmente a pressão. Neste grupo, estão inclusos:

  • diabéticos;
  • idosos;
  • obesos ou com sobrepeso;
  • alcoólatras;
  • sedentários;
  • pessoas que com maus hábitos alimentares.

Uma vez diagnosticada a pressão alta, o médico receitará medicação para o controle do distúrbio. O paciente deve ter a consciência de que precisa mudar seu estilo de vida, inclusive no que diz respeito às situações de estresse no dia a dia.

A prática de exercícios físicos é imprescindível para quem quer controlar a pressão arterial. Além de ajudar no controle do peso e estimular melhores hábitos alimentares, a prática esportiva melhora a condição do sistema cardiovascular.

Quanto à alimentação, deve-se evitar, além dos alimentos gordurosos, aqueles com muito sal, doces e frituras. A alimentação natural e balanceada é a indicação, com ênfase em frutas, legumes, verduras, cereais e carnes não gordurosas.

O cigarro é um hábito a ser eliminado, pois também contribui para o aumento da pressão arterial.

Sempre reiterando que essas medidas não devem se restringir a uma visão de tratamento, mas, sobretudo, de prevenção de doenças cardiovasculares. A adoção de determinadas rotinas, como as acima expostas, beneficia o corpo em diversos aspectos, reduzindo o risco de se adquirir diversas outras enfermidades.

A hipertensão é um mal silencioso, que não apresenta sintomas, mas pode ser o ponto de partida para quadros dramáticos, como o infarto ou o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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A importância do geriatra no controle da polifarmácia em idosos

polifarmácia
Conforme envelhecemos, é comum que estejamos cada vez mais dependentes do uso de medicamentos para a manutenção da nossa saúde ou para controlar alguma doença. A polifarmácia em idosos pode ser perigosa e, por isso, precisa do suporte de um geriatra. Você sabe o que é polifarmácia? Entende o papel do geriatra? Então, leia esse artigo até o final para saber tudo sobre o assunto.

O que é a polifarmácia em idosos?

A necessidade de tomar remédios vai aumentando conforme a idade, principalmente, após os 60 anos de idade. Essa utilização de vários medicamentos é chamada de polifarmácia. A avaliação clínica de um idoso difere da análise padrão de um paciente mais jovem. Os pacientes mais velhos também costumam apresentar mais problemas de saúde do que os mais novos, necessitando de cuidados mais complexos. Esses cuidados especiais são os promotores do uso de polifarmácia em idosos. Contudo, existe um grande risco para o paciente quando a utilização dos medicamentos é feita de forma individual, sem o acompanhamento de um geriatra. Por isso, a polifarmácia deve ser evitada quando possível. O número de medicamentos é o principal fator de risco para iatrogenia e as reações adversas. Porém, ao mesmo tempo, a polifarmácia em idosos se tornou significante na assistência geriátrica.

Pontos de atenção na polifarmácia

A polifarmácia pode ser um risco porque, em alguns casos, o idoso precisa tomar mais de 10 medicamentos por dia, o que exige um grau elevado de atenção. Por isso, existem alguns focos de atenção nessa administração, sendo eles:
  • Interação indevida entre dois ou mais medicamentos, causando efeitos adversos ou diminuindo a ação de algum deles;
  • Ocorrência das chamadas ações iatrogênicas, que são as consequências maléficas oriundas do tratamento terapêutico;
  • Uso de medicamentos sem a prescrição ou orientação médica;
  • Falta de organização de todos os fármacos;
  • Dificuldade de adesão do paciente ao tratamento em função da quantidade de remédios e das diversas formas de administração, como por exemplo, gotas, cápsulas e comprimidos.

Qual a importância do geriatra nesse processo?

O geriatra é o médico especialista no cuidado com idosos. Para que a terceira idade seja, de fato, a “melhor idade”, a participação desse profissional é essencial. O geriatra utiliza uma ampla abordagem para a avaliação do idoso, além de lidar com diferentes tipos de doenças, tais como, demências, depressão, hipertensão, diabetes e osteoporose. Ele também trata de tonturas, incontinências e tendências a quedas. Apenas por essas atividades, já é possível entender o papel importante que o geriatra tem na promoção da saúde do idoso. Porém, além disso, ele também é o profissional mais indicado para evitar problemas associados à polifarmácia em idosos. Com o acompanhamento do geriatra, é possível evitar o risco do idoso ingerir diferentes tipos de medicamentos que não poderiam interagir. Em função do seu vasto conhecimento, ele sabe quais são as implicações que podem ocorrer pelo uso de determinado fármaco. Antes do geriatra iniciar uma nova medicação, ele avalia os remédios que já estão em uso para evitar possíveis interações medicamentosas. Além disso, ele também irá orientar o idoso ou o seu cuidador sobre as doses, os melhores horários para administração e a necessidade do jejum antes ou depois do consumo. Entendeu como o geriatra é um importante aliado no controle da polifarmácia em idosos? Tem mais dúvidas ou quer saber mais? Clique no banner e saiba mais sobre geriatria.

7 cuidados com a alimentação do idoso

alimentação do idoso
Ter uma alimentação saudável é imprescindível para que o corpo funcione bem. Inegavelmente, isso serve para todos. No entanto, os cuidados com o que se ingere precisam dobrar quando a pessoa tem mais de 60 anos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) boa parte das doenças que acometem as pessoas idosas tem relação com uma alimentação inadequada. A gordura em excesso nos alimentos, por exemplo, pode resultar em doenças como câncer de próstata, cólon e até mesmo de pâncreas. Outras doenças que também têm uma relação com a dieta do indivíduo são: osteoporose, diabetes e hipertensão, entre outras. A deficiência de micronutrientes é compartilhada entre os idosos devido a fatores como ingestão reduzida de alimentos e falta de variedade em sua dieta. Para ajudar pacientes e familiares, este artigo traz 7 cuidados essenciais com a alimentação da população idosa. Acompanhe todos os detalhes!

Desafios relacionados à idade

Primeiramente, saiba que os desafios relacionados à idade também tendem a dificultar uma nutrição adequada. Os mais frequentes são:
  • diminuição da sensibilidade;
  • efeitos colaterais da medicação;
  • saúde bucal ruim;
  • dificuldade física;
  • perda de memória;
  • depressão.

Como fazer boas escolhas para a alimentação do idoso

Os alimentos saudáveis, são saudáveis em qualquer fase da vida. Por isso, é importante, antes de tudo, pensar no básico. Por isso, é preciso que cada refeição seja equilibrada, com os macronutrientes essenciais. Assim, uma refeição equilibrada, ou um programa de nutrição para idosos, deve ter:
  • Alimentos ricos em carboidratos, preferencialmente os complexos, como batata doce e arroz integral;
  • Alimentos ricos em proteínas, como salmão e feijão;
  • Frutas e legumes (cinco porções por dia);
  • Oleaginosas, como castanhas e nozes.
Além disso, alguns dos cuidados essenciais incluem preparar refeições ricas nos seguintes nutrientes:

1. Ácidos graxos – ômega-3 em abundância

Decerto, uma alimentação que contenha ácidos graxos e ômega-3 beneficia a todos. Ainda mais aos idosos, uma vez que alimentos que contenham esses nutrientes irão prevenir doenças inflamatórias, artrite e doenças cardíacas.

2. Alimentação rica em cálcio

Em segundo lugar o cálcio. É sabido que o cálcio fortalece os ossos. No entanto, poucos sabem que ele também ajuda a manter os níveis de pressão arterial mais baixos. As leguminosas, como feijões, soja e grão de bico, são ótimas opções. A recomendação da OMS é que pessoas com mais de 50 anos devem consumir 1200 mg por dia.

3. Alimentação rica em fibras

À medida que envelhecemos, as paredes do trato gastrointestinal engrossam e as contrações são mais lentas, o que pode levar à constipação. Sendo assim alimentos ricos em fibras, aliados à uma alta ingestão de água, promovem a digestão adequada, movendo os alimentos pelo trato digestivo.

4. Alimentação rica em ferro

Inegavelmente o ferro desempenha um papel vital no corpo. Ele produz a hemoglobina que é quem transporta oxigênio no sangue dos pulmões para o resto do corpo.

5. Alimentação rica em vitamina C

A vitamina C possui propriedades antioxidantes que, acredita-se, evitam o câncer e as doenças cardíacas. Também ajuda a reparar ossos e dentes e ajuda na cicatrização de feridas. Esta vitamina essencial pode ser encontrada em frutas e legumes.

6. Vitamina B12

A vitamina B12 auxilia na produção de glóbulos vermelhos. Ela pode ser encontrada em produtos lácteos, como o leite, e em carnes e aves. Muitas pessoas acham que apenas os vegetarianos precisam fazer a suplementação desse nutriente. No entanto, muitos indivíduos que ingerem carne regularmente têm dificuldade na absorção da vitamina. Por isso, é sempre importante consultar um médico sobre a necessidade de suplementos.

7. Alimentação rica em potássio

De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário de potássio é de um mínimo de 3.510 mg. Ele é um dos responsáveis por fortalecer os ossos. Finalmente, se a dieta do seu ente querido é restrita a alimentos macios ou se os requisitos alimentares forem mais complicados nesse sentindo, pode ser uma boa ideia adicionar um cuidador profissional à sua equipe. Embora todo idoso necessite de cuidados, nem todos têm as mesmas demandas de atendimento. Quer saber mais? Clique no banner!

Cuidados com o idoso: 6 modificações importantes para o banheiro da casa

Quando falamos de cuidados com o idoso, muitas pessoas pensam apenas em alimentação e medicamentos. No entanto, cuidar para que a população idosa viva bem inclui muito mais do que isso. A adaptação da casa é um dos pontos essenciais para melhoria da qualidade de vida. Permitir que o idoso use o banheiro com segurança, por exemplo, é algo que pode ser conquistado com pequenas mudanças. Felizmente, existe interesse nessa parcela da população. Projetos de adaptação para idosos são comuns hoje em dia. Cada cômodo da casa merece atenção neste quesito, mas o assunto de hoje é o banheiro.

Mudanças no banheiro para promover mais cuidados com os idosos

A reforma no banheiro abrange uma ampla variedade de mudanças. Elas podem ir de simples recursos como, por exemplo, novos modelos de torneiras a mudanças na estrutura do local. Com certeza, essas mudanças permitem aos idosos serem mais independentes, assim como facilitam a vida do cuidador e responsável pelo idoso no dia-a-dia. Acompanhe algumas dicas:

1. Troque a torneira

Primeiramente, uma mudança relativamente simples. Torneiras com alavanca removem a necessidade do movimento de torção no abrir e fechar. Esse movimento pode se tornar muito difícil para o idoso, principalmente se ele apresenta doenças reumáticas, como artrose, por exemplo. Além desse tipo, existem centenas de estilos diferentes para escolher, incluindo torneiras com pedal. Logo, instalar uma torneira nova não é tão difícil como era antes. No entanto, sempre que você lida com encanamentos, é bom pelo menos, conversar com um profissional antes de fazer a alteração sozinho.

2. Opte por duchas interligadas ao chuveiro

Instalar uma ducha que você possa destacar e segurar na mão facilita bastante. Além disso, elimina a necessidade de permanecer em pé durante o banho, certamente um bônus para aqueles que têm problemas em permanecer em pé por longos períodos. Assim sendo, ser capaz de sentar e tomar banho sozinho também significa mais independência para os idosos.

3. Coloque barras de apoio nas paredes

Essa é uma das maneiras mais fáceis e econômicas de tornar seu banheiro mais seguro ao passo que, ajuda no cuidado com o idoso. A instalação de barras de apoio no chuveiro, e perto da pia e do vaso sanitário facilita o uso do cômodo, não apenas para os idosos, mas também para o cuidador.

4. Eleve a altura do sanitário

Simplesmente elevar a altura do vaso sanitário pode fazer toda a diferença para os idosos. Abaixar para se sentar pode se tornar uma tarefa muito difícil quando a idade já é bem avançada. Existem muitas opções para aumentar a altura do vaso sanitário. Você pode simplesmente aumentar a altura com um assento grosso ou substituir o antigo por um vaso especial alongado.

5. Cuidado com a escolha dos tapetes

Em uma casa adaptada para idosos, o ideal é que tapetes sejam eliminados. No entanto, sabemos que nos banheiros pode ser um pouco mais difícil. Por isso, prefira os modelos emborrachados ou com ventosas, garantindo que a peça fique fixa ao chão.

6. Garanta espaço

É muito importante que haja espaço suficiente para a locomoção. Com a diminuição da mobilidade do idoso, pode ser necessário que o idoso necessite de apoio para chegar ao banheiro. Seja apoiado em alguém, seja com o uso de uma cadeira de rodas para banho, por exemplo, a necessidade por espaço irá existir. Caso você possa fazer uma reforma maior, este é um grande ponto a ser levado em consideração. Em suma, com relação às reformas maiores, existem dois objetivos para refazer o banheiro: o primeiro é aumentar a independência da pessoa que a gente ama, em segundo lugar é facilitar a vida de quem presta cuidados com o idoso. Quer saber mais? Clique no banner.

Vacina da gripe: quem pode tomar?

vacina da gripe

Sempre que o Ministério da Saúde anuncia uma campanha nacional de vacinação contra a gripe, surge uma questão que confunde muita gente. Quem, afinal, pode tomar a vacina? Esclarecer essa dúvida.
De modo geral, todas as pessoas que não desenvolveram alergia a uma dose anterior da vacina devem e podem tomar o imunizante. Não há contraindicações para aqueles que passaram por cirurgia recente ou tomaram uma outra vacina.

Grávidas, crianças e idosos

As crianças com idade a partir de seis meses não escapam das recomendações de prevenção à gripe. Eles fazem parte, inclusive, do público-alvo definido pela pasta, por isso, recebem as doses gratuitamente na rede pública de saúde. O mesmo ocorre com as grávidas e as puérpera – mulheres que deram à luz há menos de 45 dias – e com os idosos.

Renovação de dose da vacina da gripe

Devido às mutações do vírus da Influenza, é preciso renovar a dose anualmente. À medida que as mudanças ocorrem e elas são atestadas pela comunidade científica, pesquisadores/laboratórios atualizam a composição da vacina oferecida para população.

O vírus

O vírus Influenza é dividido em tipos, subtipos e linhagens. Juntos, esses aspectos formam o material genético do agente infeccioso.

Quanto ao tipo, são A e B, que infectam seres humanos. O tipo C, até então, não é incluído em vacina, uma vez que é detectado com muito menos frequência e causa infecções leves, com implicações menos significativas de saúde pública.

As siglas como H3N2 e H1N1 referem-se aos subtipos do Influenza A: H significa hemaglutinina e N, neuraminidase, ambas proteínas encontradas na superfície do vírus.

Os números dizem respeito à apresentação dessa proteína, com uma haste mais longa ou mais curta, por exemplo. Essas características só podem ser vistas no microscópio, numa imagem demasiadamente ampliada.

O vírus tipo B é dividido em duas linhagens (grupos principais) que passaram a circular simultaneamente nos últimos anos.

A vacina faz mal?

Essa informação não procede e, por amor à sua saúde, não deixe de se vacinar e de levar seus filhos para também receberem a imunização. Gripe mata. Em idosos, por exemplo, a doença pode levar à insuficiência respiratória. De igual modo, complicações podem acontecer com gestantes.

Em 2018, muitas notícias falsas afirmando que a vacina causaria a gripe em si foram amplamente espalhadas. Elas não procedem. Reações pequenas são esperadas, mas são deflagradas pelo próprio sistema imunológico e não causam problemas.

Como cuidados complementares à vacina da gripe, recomenda-se lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar locais com aglomeração de pessoas.

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Depressão na terceira idade: o que fazer?

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), estima que existam mais de 300 milhões de pessoas depressivas no mundo, sendo mais comum em idosos. A depressão na terceira idade  pode ser explicada pelas transformações pelas quais o corpo passa nessa fase da vida. Mas, e então? O que fazer? Leia nosso artigo e encontre a resposta para sua dúvida.

O que é depressão?

A depressão é um transtorno afetivo de origem psíquica ou orgânica que pode causar uma profunda e duradoura tristeza no indivíduo. Se sentir triste é algo comum a todos nós, pois todos enfrentamos adversidades e o desânimo, mas, com o passar dos dias, o normal é que esse sentimento mude. Com o paciente depressivo não há essa mudança. O normal é que ele permaneça triste e desenvolva um comportamento destrutivo. Com o agravamento e a falta de tratamento da doença, o indivíduo compromete as suas relações afetivas, sociais e profissionais.

Como é a depressão na terceira idade?

É muito comum que idosos apresentem algum tipo de problema psiquiátrico ou neurológico. Isso porque, na maioria dos casos, o envelhecimento significa uma completa transformação não apenas física, mas também emocional e psicológica. O número de casos de depressão no Brasil tem aumentado consideravelmente, principalmente, na população acima dos 60 anos de idade. Com o avanço tecnológico pelo qual o mundo passou, houve uma completa transformação na forma de interação social. Em grande parte, os idoso andaram à margem da tecnologia e não estavam preparados para isso. Além disso, a terceira idade também significa para muitos o fim da vida profissional. Em consequência disso, o idoso pode desenvolver a sensação de improdutividade, afetando sua alegria de viver e fazendo com que se isole. Contudo, além das alterações sociais, o organismo passa por mudanças bruscas durante o envelhecimento, o que também influencia a depressão na terceira idade.

O que causa a depressão nos idosos?

A depressão pode ser desencadeada por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Entre eles estão:
  • Doenças neurológicas e cardíacas, tais como, mal de Parkinson, Alzheimer, demência ou infarto;
  • Alteração nos papéis sociais em razão do fim da carreira profissional;
  • Perda do companheiro, de familiares próximos e amigos;
  • Uso de medicamentos para tratar a hipertensão;
  • Sedentarismo provocado por uma incapacidade física;
  • Diagnósticos de doenças graves;
  • Ausência de atividade sexual.

Como identificar?

Na terceira idade, a depressão se manifesta de forma diferente do que em jovens. Os idosos não costumam reclamar de de tristeza, mas de dores físicas, problemas de memória, dificuldades em se alimentar e em dormir. Às vezes, o que pode ser visto como um quadro de demência é, na verdade, a depressão, fazendo com que fique desatento e desinteressado.

O que fazer?

O tratamento da depressão na terceira idade é bem diferente do padrão, pois exige mais cuidados. Primeiro, é preciso conhecer o estado de saúde do fígado e dos rins. Esses órgão são afetados pelo uso de antidepressivos. A quantidade da medicação também deve ser feita com cuidado porque o metabolismo do idoso é diferente. Os neurônios também diminuem com o passar dos anos, o que pode provocar uma dependência ao medicamento. A depressão na terceira idade deve receber atenção especial e o idoso precisa de cuidados especiais, além do envolvimento dos familiares. Quer saber mais? Clique no banner e saiba mais.